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domingo, 24 de maio de 2026

Conto: Luta na Lama 2!:)

 Conto: Luta na Lama 2



A chuva castigava o terreno baldio como se o céu estivesse chorando de raiva. Quatro e meia da manhã, o bar já vazio, só restavam as luzes vermelhas piscando na fachada e o som incessante da água batendo no telhado de zinco. Elas saíram pelos fundos quase ao mesmo tempo, já sem roupas — o vestido da loira e a blusa da morena ficaram rasgados no chão do banheiro feminino depois da briga que começou com um simples “vi você saindo com ele hoje”.Clara (loira) e Vitória (morena) estavam nuas sob a tempestade. Pele arrepiada pelo frio, mas queimando por dentro. Seios arfando, coxas tremendo, lama já subindo pelos tornozelos descalços. A loira tinha marcas de batom vermelho no pescoço — batom que não era dela. A morena tinha arranhões frescos nas costas — arranhões que ela mesma tinha pedido para ele deixar.Elas se encararam na escuridão molhada. A luz fraca do poste distante iluminava gotas escorrendo pelos rostos, misturando-se com lágrimas quentes de ódio.— Ele me disse que você chora quando ele te fode devagar — Vitória cuspiu primeiro, voz cortante como navalha. — Que você implora pra ele não parar, mas ele pensa em mim o tempo todo.Clara sentiu o estômago revirar. O ciúme era uma faca girando no peito.— Mentira. Ele me comeu no carro ontem de manhã, com a boca no meu pescoço, gemendo que sou a única que o faz gozar de verdade. Falou que você é só uma vadia fácil que abre as pernas pra qualquer um.Vitória riu — um riso curto, louco, cheio de dor.— Ele me comeu na cozinha da sua casa enquanto você dormia no quarto ao lado. Enfiou em mim devagar, segurando minha boca pra eu não gemer alto. Gozou dentro de mim pensando no quanto você ia odiar saber.Foi demais.Elas se chocaram como duas tempestades colidindo.Mãos nos cabelos encharcados, unhas cravando couros cabeludos até arrancar fios. Caíram de joelhos na lama grossa e gelada. Clara agarrou os seios pesados da morena, apertando com ódio, unhas afundando na carne morena até sangrar. Vitória revidou cravando as unhas nas costas claras da loira, rasgando da nuca até as nádegas, abrindo sulcos profundos que ardiam como ácido sob a chuva.Rolaram na poça de lama como animais selvagens.Corpos nus deslizando um sobre o outro, peitos esmagados, barrigas coladas, coxas travadas em luta feroz. Lama entrava na boca, nos olhos, entre as pernas — fria, grudenta, suja. 


 

A chuva lavava um pouco, mas logo mais barro subia, cobrindo seios, coxas, rostos como uma pintura de guerra.Clara ficou por cima por um segundo. Sentou no ventre da morena, joelhos prendendo os braços dela na lama, e desferiu tapas violentos no rosto — um, dois, três, quatro. A água voava das bochechas. Vitória arqueou o corpo com fúria, jogando a loira para o lado. Elas rolaram de novo, agora de lado, pernas em tesoura apertada, sexos nus roçando um no outro a cada giro desesperado — fricção quente, molhada, involuntária que fazia as duas gemerem de raiva e tesão misturados.— Ele disse que meu cuzinho é mais apertado que o seu — Vitória rosnou, mordendo o ombro de Clara com força brutal, dentes afundando até sentir o gosto metálico do sangue.Clara gritou de dor e ciúme, puxou os cabelos pretos encharcados com as duas mãos e bateu a cabeça da morena na lama. Uma, duas vezes.— Ele me chamou de amor enquanto gozava na minha boca hoje à tarde. Disse que você nunca vai ser nada além de uma trepada rápida.Vitória enlouqueceu de vez.Virou o jogo com um impulso animal. Prendeu Clara de costas na lama, joelhos forçando as coxas claras abertas até o limite. Mão na garganta da loira — apertando o suficiente para fazer os olhos dela lacrimejarem, mas não para matar. A outra mão desceu sem piedade: dedos invadindo o sexo da loira, três de uma vez, brutais, rápidos. Polegar esmagando o clitóris inchado.— Goza pensando nele enquanto eu te fodo como ele nunca vai te foder — Vitória sussurrou, rosto colado no da loira, lábios roçando. — Goza sabendo que ele prefere o meu corpo.Clara revidou com a mesma loucura: enfiou os dedos na morena, polegar circulando o clitóris dela com crueldade, movimentos ritmados e violentos. As duas se masturbavam mutuamente na lama, corpos colados do peito aos quadris, seios esmagados, respirações ofegantes virando gemidos roucos e xingamentos baixos.— Ele me prometeu que vai me comer na sua cama amanhã — Clara cuspiu entre gemidos, quadris subindo ao encontro dos dedos invasores.— Ele já me comeu na sua cama ontem. Deixou a marca dele no meu pescoço pra você ver de manhã.O ciúme explodiu junto com o prazer.Elas gozaram quase simultaneamente — gritos abafados pela chuva, corpos convulsionando em espasmos violentos, unhas cravadas na carne uma da outra até sangrar, quadris se chocando em última fricção desesperada. Lama sugava seus corpos, chuva gelada batia nos seios arfantes e nas costas arranhadas, mas por longos segundos trêmulos o ódio se dissolveu em um orgasmo que doía tanto quanto aliviava.Quando o prazer passou, ficaram ali, ofegantes, ainda entrelaçadas na poça escura. A chuva começava a amainar. O céu clareava devagar.Clara sussurrou primeiro, voz quebrada:— Amanhã eu mato ele… e depois mato você.Vitória sorriu torto, lábio sangrando, lama cobrindo metade do rosto bonito.— Ou a gente divide ele… e continua se matando uma na outra.Nenhuma respondeu.A madrugada terminava, mas o ciúme — esse monstro insaciável — só estava acordando de verdade.(Fim — até a próxima traição.)



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