terça-feira, 3 de março de 2015

Conto: Catfight!:)

Obrigado aos amigos que tem enviado contos para postar no blog. Sempre que quiserem mandem para o email catfightbr@gmail.com, também aceitamos sugestões e críticas e se quiserem fantasiar mande email.


Heitor era um empresário em ascenção  no ranking  dos bilionários globais. Começou escrevendo roteiros de cinema. Depois de muitos prêmios, decidiu abrir sua própria produtora.        
    Ele estava curtindo uns dias de merecido descanso no Conrad, cassino-hotel de Punta. As mulheres o paqueravam, mas ele não dava bola pra ninguém. Até que foi surpreendentemente “flechado”
          Heitor viu uma morena de coxas gigantescas, braços fortes, bunda bem torneada, longos cabelos negros, sorriso sensual, cerca de 1,70. Vinha andando em sua direção num mini vestido branco, justíssimo, que realçava ainda mais o seu corpo e sapatos altos pretos que eram um capítulo à parte. Numa das mãos, uma taça de champagne. Na outra, um cigarro.
          O empresário teve ali a certeza que tinha encontrado a realização de suas fantasias sexuais. Só que a morena desapareceu na multidão, como uma assombração. Por mais que procurasse, ele não a encontrava.
          Então, antes de próxima rodada, ele ouviu uma voz sexy, sussurando em seu ouvido. “Jogue no 49”.  Ele olhou e era a morena, bem ao seu lado, com aquele indefectível sorriso.
= Oi. Qual é o seu nome?
= Cala a boca. Faz o que eu mando. Jogue no 49
          Ele nem ousou desobedecer. Apostou no 49. Jogou os dados. E ganhou. Gritos eufóricos na mesa. Ele tentou mais uma vez
= Me fala seu nome
= Vc faz perguntas demais. Jogue no 52 agora.
Ele jogou. E venceu de novo. E mais uma vez
= Pelo amor de Deus, me diz seu nome, telefone, alguma coisa
= Jogue no 36
      Ele jogou. Mais gritos eufóricos na mesa. Por fim, aquela voz sussurante em seu ouvido

= Ana
      Ele foi olhar e ela sumira misteriosamente, de novo. Heitor a procurou muito pelo salão e nada. Então recolheu seu prêmio  e foi curtir na boate do hotel. Não demorou para as mulheres o atacarem. Uma loira fortona, quase 1,80, se impôs pela presença e sentou em seu colo
     Já estavam lá aos beijos no camarote, quando de repente ouve uma voz familiar, agora mais decidida, menos sexy
= O que essa gorda está  fazendo no colo do meu homem?
      Era ela, Ana. A loira levantou.
= Vc está falando comigo, sua vaca?
= Ohoho. Além de gorda é surda. Quem mais está  sentada no colo  do meu homem?  Só saio pra pegar um drinque e uma baleia se senta em seu colo?
        A loira levantou-se. Estava longe de ser uma baleia. Trajava botas longas pretas, calça de couro preto e uma camisetinha branca, deixando seus seios ainda mais em evidência. Ana imediatamente a reconhecera  de um bar de comida mexicana que a vira certa vez. Ela surrara uma mulher que dera em cima de seu acompanhante.
      Ana gelara. Não que ela também não fosse forte, mas não podia apanhar ali, depois de tudo que  fizera pra seduzir Heitor. Ele estava eufórico com o que ia acontecer
       A loira nem disse nada. Partiu com tudo pra cima de Anna com um soco.  Ana o escorou e acertou uma  cabeçada que deixou a loira zonza. Com um giro, quase deitada, deu uma rasteira na loira. Levantou-se num pulo de gata. Pegou um taco de sinuca e o girou  nas mãos como um baterista gira sua baqueta. Aí quebrou o taco no seu joelho.  Com uma  das mãos  acertou o taco na cabeça da loira, que sangrava. Com  a  outra, passou o outro pedaço do taco no pescoço da rival e passou a estrangulá-la
        Mas a loira era muito forte. Surpreendentemente, ergueu o corpo de Ana acima da cabeça e a atirou na mesa de sinuca como se fosse uma boneca. Ana ainda tentou erguer-se, mas a rival a prendeu contra a mesa com as mãos.  E passou a pisar com  sua bota na xota da rival.
       Ana urrou: “Aaaaaaaaaaaaai, sua vaca” . Heitor quase tinha orgasmos com aquilo. A bota rasgava a sexy calcinha vermelha de Ana. Aí a loira a ergueu pelo pescoço e a prendeu contra a parede, sufocando-a. Ana já engasgava, quase desmaiando, as pernas tremulando no ar .  
      De repente, a surpresa. Heitor golpeou a loira com o taco. Ana sorriu. Foi salva pelo seu herói. Heitor a carregou nos braços e os dois fizeram amor selvagemente,  em meio à lavanderia do hotel. 
             Aquele casal ainda aprontaria muito. Mas Ana precisaria aprender a lutar, tão bem quanto a seduzir       

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