Conto: Briga na Calçada
Era uma manhã ensolarada naquela rua residencial. Como era comum, Michelle saia para passear com seus cachorro. Sempre olhando pros lados e atenta a qualquer movimentação de motoqueiros - sempre ouvia falar de assaltos na região - ela fazia passeios rápidos com seu pet.
Muitos passeavam com seus animais de estimação naquela rua. Homens, mulheres, crianças e idosos. Estava em alta ter o seu pet!
Quando atravessou a rua, Michelle foi surpreendida por um animal que corria na direção dela e do seu cachorro. Era maior, na altura e no peso. E avançou contra o cachorro peludo dela.
Michelle rapidamente puxou a corrente e ergueu seu animal que gania e latia de medo. Foram segundos caóticos de muitos barulho e desespero.
Até que Larissa, chegou. Como se nada de grave estivesse acontecendo. Chamou seu cachorro grande que de pronto retrocedeu.
Michelle, entre o susto do ataque e o alívio, pegou seu pet no colo.
Gritou sem pensar:
— Caralho, você deixa essa merda de cachorro solta e nem liga.
Larissa, a dona do outro cachorro, respondeu:
— Que posso com esse seu bicho mole que parece uma lesma e não reage?
A discussão continuou e as palavras ficavam cada vez mais pesadas.
O Sol iluminava o rosto de cada e destacava aqueles corpos:
Larissa com 1,72m de altura, 68kg e 24 anos. Negra como a noite e dona de uma bunda grande e dura.
Michelle com seus 38 anos, 1,68 de altura e 65kg. Morena de uma cor brasileira genuína.
Pouco a pouco, as palavras e tom da discussão ia mudando: da cena do ataque para xingamentos.
Michelle dizia pra Larissa calar a boca e cuidar melhor do cachorro. Já Larissa, em meio aquele turbilhão de frases,soltou uma que mudou:
— Cala a boca você senão quebrou sua cara, sua vagabunda!
Aquilo calou fundo em Michelle.
Ser ameaçada fisicamente?
O que era isso?
Tinha uma vida normal: trabalhava numa lotérica dentro um mercado grande ali perto, morava junto com um homem mais velho e havia tido um filho dele há 6 meses.
As palavras de Larissa haviam subvertido toda sua rotina e seu mundo. Era como se a violência houvesse arrombado a porta da sua vida e tivesse se instalado.
Olhou para Larissa e não soube o que responder.
Um vizinho chegou para apaziguar e afastou Michelle.
Larissa continuava xingando enquanto Michelle a encarava à medida que se afastava indo na direção da sua casa.
Seu corpo moreno explodia em medo e ansiedade
Naquela noite, Michelle estava sozinha em casa. Pensava em tudo que havia acontecido pela manhã.
Como Larissa havia a ameaçado. E que ela sentiu medo.
Se olhou no espelho do banheiro, observou os ombros, os seios e baixou a cabeça para analisar as pernas.
Teria chances contra Larissa?
Que era uma força da juventude de bunda enorme e exalando maldade.
Michelle não sabia o que pensar. No entanto, sabia que deveria sair novamente no dia seguinte para passear com seu pet
A terça-feira amanheceu mais nublada.
Michelle desceu as escadas do prédio e chegou à rua.
Nem sentia os degraus muito menos o asfalto. Olhou para os lados e não vou ninguém.
Começou a caminhar sentindo cada passo no rumo de um destino desconhecido.
Ela ouviu, sua audição mega alerta a nível canino, um barulho que pareciam de pernas firmes e grossas contra o asfalto.
Era Larissa movendo o mundo e tudo que estava na rua. Estava usando um short jeans azul, chinelos e uma camisa justa de time de futebol.
Michelle usava um shorts justo marrom, uma camisa de alça preta que deixava as costas de fora e usava tênis.
Os olhares se cruzaram
Michelle entendeu: amarrou a corrente do seu cachorro no balaústre do muro.
Larissa, dona de um meio sorriso soberano e jovem, prendeu seu cachorro enorme na grade da lixeira de uma condomínio.
Elas caminharam lentamente uma contra a outra.
Até que tudo explodiu!
Larissa avançou com um soco no estilo mata cobra e acertou a testa de Michelle de cima pra baixo enquanto essa atingiu a coxa da rival com um pisão.
Depois os corpos grudaram e os cabelos foram atacados. Com força e gemidos baixos saindo a cada puxão que os dedos entrelaçados davam.
Seio com seio, coxa com coxa.
Michelle sentia o couro cabeludo doer e percebia que seu puxões não moviam Larissa ao passo que a mulher negra aos poucos parecia jogar sua cabeça de um lado pro outro
Michelle conseguiu soltar uma das mãos e atingiu com um gancho o seio direito de Larissa.
Que reagiu com um grito abafado entre dentes.
Michelle sentia a força maior e dominante de Larissa e mirou no seio porque sabia que precisava jogar sujo para equilibrar a luta.
Ela não conseguia pensar bem enxerga direito, seus olhos estavam meio fechados pelos puxões de cabelo da adversária.
Após ser golpeada no seio direito, Larissa sentiu um instinto primitivo acender dentro do seu corpo forte: a luta havia atingindo outro patamar!
Soltou uma das suas mãos e socou a costela de Michelle, que dobrou o corpo para o lado e tentou se proteger com o cotovelo.
Depois acertou uma joelhada na coxa esquerda e um soco de lado na bochecha de Michelle
A mulher morena sentiu os golpes e foi andando pra trás até encontrar o muro áspero em que seu cachorro estava amarrado
Sentiu as costas nuas arranharem e levantou o joelho pra se defender.
Larissa a imprensou no muro mesmo com o joelho erguido e, enquanto seguia puxando o cabelo dela, acertou dois ganchos no seio esquerdo.
Michelle não via como golpear de volta só que as pernas morenas ficavam cada vez mais fracas.
Tentou morder o ombro direito de Larissa, mas levou uma joelhada na barriga. Sentiu o ar indo embora e deixou a cabeça encostada no ombro da rival. Com a boca entreaberta e sem fôlego, recebia golpes nas pernas, nos seios e na barriga, mas não identificava mais.
Só ouvia e sentia tudo distante.
De repente, um braço forte entrou no meio.
Um homem separava as duas.
Michelle se apoiou no muro enquanto Larissa era puxada pra longe.
Michelle arrumava seu cabelo liso destroçado em um rabo de cavalo improvisado. Larissa gritava:
— Puta, quebrei sua cara. Deu sorte de terem separado a gente senão iria te bater até desmaiar, caralho!!!
Michelle, sem qualquer firmeza e segurança, respondeu:
— Você deu sorte, garota. Me pegou desprevenida.
Ao que Larissa respondeu:
—Então vem de novo, porra. Solta, homem!
Michelle dizia que ela poderia vir pra cima, mas ela não saia do muro.
Sentia medo, muito medo.
Larissa conseguiu soltar momentaneamente as pernas e acertou um chute na lateral da coxa direita de Michelle, que tentou reagir mesmo com a perna latejando; deu um chute fraco que mal abalou a fortaleza negra que era Larissa
O homem saiu arrastando Larissa enquanto Michelle subia mancando pra casa depois de pegar seu cachorro
Larissa gritava de longe que ela estava mancando que tinha levado uma surra
Michelle só pensava em ir pra casa com a perna latejando e dores nos seios e no rosto.
Nenhum comentário :
Postar um comentário