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domingo, 10 de maio de 2026

Conto: Madrugada de Sábado!:)

 Madrugada de Sábado




Chuva, Lama e Ciúme. A chuva caía grossa e sem piedade, transformando o terreno baldio atrás do bar em um lamaçal escorregadio e frio. Era quase quatro da manhã de sábado, o tipo de hora em que as pessoas normais já dormem, mas as paixões ruins ainda estão acordadas.Elas saíram tropeçando pela porta dos fundos do bar quase ao mesmo tempo. Duas mulheres lindas, ensopadas até os ossos, roupas já rasgadas e jogadas para trás em algum momento da discussão que começou lá dentro. Agora estavam nuas, pele reluzente de água e lama, cabelos grudados no rosto e nas costas, corpos tremendo de frio, raiva e um desejo que ninguém admitia.A loira — Clara — era alta, pele clara contrastando com a sujeira que já cobria suas coxas e seios. Seios firmes, cintura fina, quadris largos que balançavam mesmo quando andava furiosa. A morena — Vitória — era mais compacta, curvas mais cheias, pele morena brilhando sob a luz fraca do poste distante, seios pesados balançando a cada passo, nádegas redondas marcadas pela chuva que escorria como lágrimas negras.As duas pararam a poucos metros uma da outra, pés descalços afundando na lama gelada. A água batia forte nos ombros, escorrendo pelos rostos, misturando-se com lágrimas de fúria.— Ele é meu — Clara cuspiu, voz rouca por causa da gritaria anterior. — Sempre foi.Vitória riu baixo, um som perigoso.— Ele me comeu na mesa da cozinha ontem à noite enquanto você dormia. E gemeu meu nome.Foi o estopim.Elas se lançaram uma contra a outra como panteras famintas.Colidiram no meio do lamaçal com um baque molhado. Mãos nos cabelos, unhas cravando couros cabeludos, puxões brutais que fizeram as duas caírem de joelhos na lama. A loira agarrou os seios da morena com as duas mãos, apertando com força, unhas deixando meias-luas vermelhas na pele morena. Vitória revidou cravando as unhas nas costas claras de Clara, arranhando da nuca até a base da espinha, abrindo sulcos que ardiam sob a chuva gelada.Rolaram.


 

A lama era espessa, grudenta, fria. Cada virada fazia os corpos deslizarem um sobre o outro, peitos esmagados, barrigas coladas, coxas entrelaçadas em luta. Areia e barro entravam em tudo: na boca, nos olhos, entre as pernas. A chuva lavava um pouco, mas logo mais lama subia, cobrindo-as como uma segunda pele escura e brilhante.Clara conseguiu ficar por cima por um instante. Sentou no ventre da morena, joelhos prendendo os braços dela na lama, e desferiu tapas abertos no rosto — um, dois, três. A água voava das bochechas. Vitória arqueou o corpo com força, jogando a loira para o lado. Elas rolaram de novo, agora de lado, pernas travadas em tesoura, sexos nus roçando um no outro a cada movimento desesperado — fricção involuntária, molhada, quente apesar do frio.— Sua vadia… — Vitória rosnou, mordendo o ombro de Clara com força, dentes afundando na carne clara até sentir gosto de sangue misturado com lama.Clara gritou, mas o grito virou gemido quando enfiou os dedos nos cabelos pretos encharcados e puxou a cabeça da morena para trás, expondo o pescoço. Mordeu ali, sugando a pele, deixando uma marca roxa escura enquanto sua coxa pressionava deliberadamente entre as pernas de Vitória, esfregando contra o sexo inchado e sensível.— Ele gemeu meu nome também… — Clara sussurrou contra a orelha da outra, voz entrecortada. — Quando eu o chupei no carro hoje de manhã.Vitória enlouqueceu.Virou o jogo com um impulso violento. Agora estava por cima, prendendo Clara de costas na lama, joelhos forçando as coxas claras abertas. Mão na garganta da loira — não apertando para matar, mas segurando firme, sentindo a pulsação acelerada. A outra mão desceu, dedos invadindo sem aviso, encontrando calor úmido e apertado apesar da chuva gelada. Clara arqueou as costas, unhas cravadas nas costas da morena, arranhando fundo, quadris subindo involuntariamente ao encontro da mão invasora.— Então goza pensando nele enquanto eu te fodo — Vitória rosnou, movimentos rápidos e brutais, polegar pressionando o clitóris inchado.Clara revidou com a mesma fúria: enfiou os próprios dedos na morena, polegar circulando o ponto mais sensível, ritmado, cruel. As duas se masturbavam mutuamente na lama, corpos colados, seios esmagados, respirações ofegantes misturadas com xingamentos e gemidos roucos. A chuva caía nos rostos, lavando lágrimas, lama, suor, desejo.Elas gozaram quase ao mesmo tempo — gritos abafados pela tempestade, corpos tremendo em espasmos violentos, unhas cravadas na carne uma da outra, quadris se chocando em última fricção desesperada. A lama sugava seus corpos, a chuva gelada batia nos seios arfantes, mas por alguns segundos longos e trêmulos, o ódio deu lugar a uma rendição crua e animal.Quando o prazer passou, ficaram ali, ofegantes, ainda entrelaçadas na poça de lama e água. A chuva começava a diminuir. O céu clareava devagar no leste.Clara foi a primeira a falar, voz fraca, rouca:— Amanhã… a gente briga de novo.Vitória sorriu torto, lábio sangrando, lama cobrindo metade do rosto.— Por ele… ou por nós?Nenhuma respondeu.A madrugada de sábado terminava, mas a guerra — e o fogo entre elas — ainda estava longe de apagar.(Fim — até a próxima chuva.)

 


 


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