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sábado, 10 de janeiro de 2026

Conto: A briga pela chave!:)....enviado

 A briga pela chave

Karina morava sozinha com o filho. Tinha uma rotina exaustiva como mãe solteira: trabalhava numa creche da rede publica, cuidava do filho e eventualmente fazia aulas de capoeira.
Estava obesa, com seus 69kg distribuídos fartamente por seus 1,59m de altura; era branca daquelas bem claras e Dona de cabelos pretos.
Com uma rotina tão cansativa, precisava de momentos de lazer e diversão. A vida amorosa dela, aos 38 anos, estava meio parada então ela cultivava amizades com muitas mulheres.
Uma delas era Vanessa.
Que era bem próxima dela.
Tão íntimas, que Vanessa chegava a dormir na casa dela após saídas para barzinhos e outros programas.
A convivência parecia ser amistosa e divertida.
Parecia.
Vanessa tinha uma vida familiar e profissional conturbada. Estava mergulhada em dívida embora sempre estivesse bem arrumada e perfumada.
O corpo moreno de 1,68m de altura, 62kg e 30 anos de idade estava esbelto apesar do sedentarismo. Mesmo com essa boa aparência e forma, Vanessa não era muito fã do trabalho.
Vivia de explorar homens pobres e de classe média baixa, os que convivia com ela no bairro que morava e que conhecia nos barzinhos da vida.
O dinheiro acabava logo. Duzentos reais aqui, uma maquiagem acolá... Eram pequenos golpes de uma mulher carismática que não rendiam grandes coisas.
Até que ela se viu realmente desesperada. Acumulava dívidas e empréstimos. Buscava a todo custo uma nova forma de grana fácil.
Um dia, acordou na casa de Karina, e viu a amiga mexendo na gaveta do quarto.
Com os olhos meio abertos, viu a retirada de umas notas. Todas de 20, 50 e 100.
Viu ali uma oportunidade.
Tinha chave de lá. A confiança da amiga. Não havia câmera naquele apartamento pequeno.
Era esperar a oportunidade.
E ela chegou  

*   *   *   *   *

Era um dia de semana. Karina estava na creche onde trabalhava como pedagoga. 
Vanessa tinha a chave do apartamento conquistada após anos de amizade e confiança.
Chegando à portaria, foi prontamente liberada. Era costumeiramente vista lá e o porteiro sequer interfonou antes de autorizar a entrada.
Vanessa subiu e tirou a chave do bolso.
Enfiou na fechadura e abriu a porta.
O silêncio pareceu ter saído como uma lufada de vento.
As janelas trancadas ajudavam a ecoar os passos de Vanessa no apê.
Ela não perdeu tempo: avançou nas gavetas onde estavam as notas.

*   *   *   *   *

Karina saiu mais cedo da creche. Houve uma atividade com as crianças e as professoras foram liberadas.
Ela estava cansada e não via a hora de chegar em casa.
Subiu até o apartamento e percebeu que a fechadura estava aberta.
Sua adrenalina ficou num patamar estratosférico.
Decidiu entrar mesmo contra o medo gritando.
Nunca pensou no seu apê sendo invadido. Não assim
Ela empurrou a porta e entrou...

Sentiu um perfume no ar, um cheiro...
Não era estranho
Viu uma sombra no quarto: um corpo moreno e de pernas torneados estava agachado e mexendo nas gavetas.
Era Vanessa, sua amiga. A melhor e mais próxima.

Karina ficou em choque. Sentiu a barriga arder numa mistura de calor e frio.

De repente, um grito e uma frase:

"O que está fazendo, sua vagabunda"?

Vanessa respondeu com uma boca aberta e os olhos arregalados

Karina gritou sua surpresa e decepção 
Vanessa se justificava dizendo estar sem dinheiro e que seria um empréstimo, que logo devolveria
Karina não acreditava. Cruzou os braços e mandou Vanessa devolver.
A morena disse que não faria isso.
E que iria embora.
Vanessa foi na direção da sala, mas Karina não saiu da frente.
Ela disse que não queria machucar a amiga e bastava ela fingir que não viu nada.
Karina gritava. Esquecia que era menor e mais velha.
Esquecia os riscos de um embate.
Até que foi até a porta.
Pegou a chave...
Escondeu na calcinha.
Que estava por dentro da calça branca e de tecido leve que vestia.  Com a camiseta preta justa e os tênis.
Vanessa, com o corpo rijo sob o shorts branco mega apertado e a camiseta preta vermelha, não acreditava no que via.
Porém, sentia uma gana enorme dentro de si
Precisava do dinheiro. Não havia como deixá-lo pra trás.
Iria sair de qualquer jeito dali...
Continua..........

 "O soco e a fúria" 

Um comentário :

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