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domingo, 1 de novembro de 2026

Conto: Rivalidade no Asfalto!:)....enviado

Rivalidade no Asfalto


O sol de final de tarde batia forte no para-brisa quando o leve impacto ecoou. Carol, de 28 anos, freou bruscamente o hatch prata. Logo atrás, a SUV preta de Renata, 31, parou com um solavanco. Os dois carros mal se tocaram — um amassado discreto no para-choque de um e um risco alongado no outro —, mas foi o bastante.

Carol desceu primeiro, cabelo preso num rabo-de-cavalo bagunçado, rosto vermelho de raiva.

— Você não olhou o retrovisor! Estava mudando de faixa sem dar seta!

Renata saiu do carro com a mesma fúria, óculos escuros empurrados para cima da cabeça.

— Eu dei seta sim! Você que veio por cima, desatenta. Agora quem vai pagar o conserto?

Os gritos subiram. Cada uma jurava que a outra estava errada. Vizinhos olharam pela janela. No fim, com o trânsito apitando atrás, Renata deu um passo à frente, voz baixa e cortante:

— Chega de conversa fiada. Amanhã, oito da noite, no terreno abandonado perto da antiga fábrica de tijolos. Só nós duas. Quem perder paga o conserto do carro da outra. Combinado?

Carol sorriu de lado, o orgulho ferido.

— Combinado. E não leve ninguém. Se aparecer uma amiga sua, eu mando tudo pro inferno.

Elas trocaram números só para confirmar o local e foram embora, cada uma com o coração batendo mais forte de ódio e adrenalina do que de medo.

No dia seguinte, o terreno isolado era só mato alto, ruínas de tijolos e silêncio. O sol já tinha se posto; só restava a luz azulada do entardecer e o farol fraco do carro de Carol. Renata chegou pouco depois, estacionou longe e desceu.

As duas se olharam em silêncio. Tinham combinado a roupa: shorts justos de academia e tops esportivos. Carol usava um top preto curto que deixava a barriga à mostra e shorts cinza; Renata, top vermelho e shorts pretos. Nenhuma joia, nenhum tênis escorregadio — só meias e o chão de terra batida.

— Pronta pra pagar meu conserto? — perguntou Renata, rolando os ombros.

— Sonha. Você que vai pagar o meu.

Não houve mais palavras. Carol avançou primeiro, tentando um empurrão no peito. Renata desviou, agarrou o braço dela e puxou. As duas caíram juntas no chão empoeirado. Carol rolou por cima, tentando imobilizar os braços de Renata. Renata, mais pesada, usou a força das pernas e conseguiu virar a rival, ficando por cima. Os shorts e tops já estavam sujos de terra.

Carol empurrou o rosto de Renata para o lado com o antebraço e conseguiu se soltar. Levantaram-se quase ao mesmo tempo. Agora era troca de empurrões e tentativas de derrubar. Renata conseguiu um golpe baixo nas pernas de Carol, que cambaleou. Carol respondeu com um empurrão forte no ombro, mandando Renata contra um monte de tijolos velhos. O impacto fez Renata soltar um gemido de dor, mas ela se recuperou rápido e investiu de volta.

A luta ficou mais fechada. Elas se agarraram pelos ombros e pelos braços, tentando desequilibrar uma à outra. Suor misturado com poeira escorria pelos rostos. O top de Carol escorregou um pouco no ombro; o de Renata ficou torto. Nenhuma parou para arrumar. Carol conseguiu uma chave de braço improvisada e forçou Renata ajoelhar. Renata, teimosa, usou o peso do corpo e rolou, puxando Carol junto. As duas rolaram no chão, pernas entrelaçadas, braços se empurrando.

Por quase quinze minutos o único som foi o ofego, o atrito dos corpos e ocasionais gritos abafados de esforço. Carol tentou um golpe de joelho, Renata bloqueou com a coxa. Renata tentou segurar o cabelo de Carol, Carol se soltou e respondeu com um empurrão no peito que fez as duas caírem novamente.

No fim, foi a resistência que decidiu. Carol, mais leve e rápida no começo, começou a perder fôlego. Renata, respirando pesado mas ainda firme, conseguiu montar por cima dela, prender os pulsos no chão e manter o peso do corpo. Carol se debatia, tentava chutar, mas os braços já não tinham força.

— Desiste — rosnou Renata, o rosto suado a poucos centímetros do dela.

Carol ainda tentou se libertar por longos segundos. Quando o ar faltou de verdade, ela bateu duas vezes no chão com a mão livre.

Renata soltou e se levantou devagar, estendendo a mão. Carol olhou para a mão oferecida, spitou poeira e aceitou. As duas ficaram de pé, suadas, sujas, com marcas vermelhas nos braços e nas pernas, tops e shorts empoeirados e desalinhados.

— Você paga o meu — disse Renata, ainda ofegante.

Carol limpou a boca com o dorso da mão e acenou com a cabeça, orgulho ferido mas palavra cumprida.

— Mando o orçamento amanhã. E… foi uma luta limpa.

Renata soltou um riso curto e rouco.

— Foi. Mas na próxima vez olha o retrovisor direito.

Elas caminharam até os carros em silêncio. Ninguém mais estava ali. Só o vento no mato e o eco da rivalidade que, pelo menos naquela noite, tinha um vencedor.
 

domingo, 18 de outubro de 2026

Conto: Duas rivais. Zero regras. Uma só sai de pé.

 Duas rivais. Zero regras. Uma só sai de pé.



O ginásio estava vazio. Só o cheiro de suor, o eco dos passos e o olhar de ódio entre elas.

Marina e Vanessa não eram amigas. Nunca foram. O que começou com provocações nas redes virou desafio real. “Se tem coragem, vem resolver na porrada.” Vanessa aceitou. Marina sorriu.

Sem luvas. Sem proteções. Só elas, o tatame e a raiva acumulada.

O primeiro empurrão veio rápido. Vanessa avançou com um golpe de ombro, tentando derrubar. Marina girou, agarrou o cabelo longo da rival e puxou com força. Um grito cortou o ar. As duas caíram no chão em um emaranhado de pernas e braços.

Unhas riscando a pele. Joelhos pressionando. Corpos se retorcendo em busca de vantagem. Marina conseguiu montar por cima e desferiu palmadas firmes no rosto de Vanessa, que revidava com cotoveladas e tentativas de virada.

O suor misturava com o vermelho das marcas. O cabelo grudava no rosto. Cada respiração era pesada, cada movimento mais desesperado. Vanessa conseguiu enganchar as pernas e girar, invertendo a posição. Agora era ela quem dominava, segurando os pulsos de Marina contra o chão enquanto pressionava o joelho no peito.

“Desiste”, sussurrou Vanessa, ofegante.
Marina apenas sorriu de novo… e deu uma cabeçada.

O impacto fez as duas cambalearem. A luta virou uma guerra de resistência. Arranhões, puxões de cabelo, quedas brutais. Nenhuma queria ceder. Nenhuma queria ser a primeira a pedir arrego.

Quando finalmente se separaram, o tatame estava manchado de suor e esforço. Ambas ofegantes, cabelos bagunçados, roupas rasgadas, marcas vermelhas espalhadas pelo corpo. Olharam uma para a outra… e riram.

Não havia vencedora oficial.
Mas as duas sabiam: a próxima vai ser ainda pior.

Comics Catfight!:)..................enviado