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sábado, 31 de janeiro de 2026

Conto: Noite de Cetim e Fogo!:).....enviado

 Noite de Cetim e Fogo



O quarto do motel cheirava a lavanda barata e desejo antigo. A luz amarelada do abajur desenhava sombras longas nas paredes e destacava os dois homens sentados nas poltronas opostas, copos de uísque na mão, olhos fixos no centro do cômodo.
No meio do tapete bege, descalças, frente a frente, estavam elas.
A loira — Clara — usava uma camisola preta de cetim que escorregava como óleo sobre a pele clara. O tecido fino abraçava os seios médios, os mamilos já marcados contra o material. Por baixo, apenas o minúsculo fio dental preto, quase invisível sob a bainha curta. As pernas torneadas brilhavam levemente com o creme que ela passara mais cedo; os dedos dos pés se moviam inquietos contra o carpete.
Do outro lado, a morena — Lívia — vestia vermelho escuro, quase sangue. O cetim refletia a luz de forma mais agressiva, destacando as curvas idênticas: seios firmes e médios, cintura marcada, coxas fortes que pareciam esculpidas para prender e dominar. O fio dental vermelho desaparecia entre as nádegas redondas. Seus cabelos soltos caíam sobre os ombros, selvagens.
Os maridos não diziam nada. Apenas olhavam. O acordo tinha sido simples: “Quero ver até onde vocês vão uma pela outra.”
Clara deu o primeiro passo, um sorriso torto nos lábios.
— Pronta pra perder, morena?
Lívia riu baixo, voz rouca.
— Eu que vou te fazer engolir esse sorrisinho loirinha.
E então não houve mais palavras.
Elas se lançaram ao mesmo tempo.
Os corpos colidiram com um baque abafado de carne contra carne. Mãos agarraram ombros, dedos se enterraram em cetim, puxando, rasgando levemente as alças finas. Clara tentou empurrar Lívia para trás; Lívia girou o quadril e usou o impulso para jogar a loira de lado. As duas caíram juntas, rolando pelo tapete.
O cetim escorregava, subia, revelava. As pernas longas se entrelaçavam numa luta feroz por cima, por baixo. Joelhos pressionavam barrigas, coxas se fechavam em tesouras, tentando prender, machucar, dominar. Os pés descalços batiam e deslizavam no carpete, dedos se curvando em busca de apoio.
Clara conseguiu montar em cima por alguns segundos. Agarrou os pulsos de Lívia e os prensou contra o chão acima da cabeça da morena. Seus seios, agora quase totalmente expostos pelo decote rasgado da camisola preta, balançavam perto do rosto de Lívia. A loira baixou o tronco, roçando os mamilos endurecidos contra o rosto da outra.
— Gosta do cheiro, morena? — provocou, ofegante.
Lívia respondeu mordendo de leve o mamilo que estava ao alcance, arrancando um gemido alto de Clara. Aproveitando a distração, a morena dobrou as pernas, plantou os pés no chão e empurrou o quadril para cima com força. Clara voou para trás, caindo de costas.
Antes que a loira pudesse se recuperar, Lívia já estava sobre ela. Sentou-se no ventre da outra, prendendo os braços dela com os joelhos. As camisolas agora eram apenas trapos de cetim pendurados nos corpos suados. O fio dental vermelho de Lívia roçava a barriga de Clara enquanto a morena se inclinava, rosto a centímetros do da loira.
— Quem manda agora? — sussurrou Lívia, o cabelo escuro caindo como cortina ao redor das duas.
Clara sorriu, mesmo com os pulsos presos.
— Ainda não acabou.


Com um movimento brusco, a loira levantou o tronco e mordeu o pescoço de Lívia, logo abaixo da orelha. A morena arqueou as costas num gemido rouco, perdendo por um instante o controle. Clara aproveitou: girou o corpo, inverteu as posições e agora era ela quem montava Lívia.
As duas estavam ofegantes, suadas, cabelos grudados no rosto. As camisolas rasgadas pendiam dos ombros, seios livres, fio dental exposto, coxas marcadas por unhas vermelhas. Elas se encararam por longos segundos, respirando pela boca, olhos brilhando de raiva e desejo.
Então, quase ao mesmo tempo, se beijaram.
Foi violento, dentes batendo, línguas brigando. As mãos que antes puxavam cabelo agora deslizavam pela pele úmida, apertando nádegas, apertando seios, descendo até o tecido mínimo que ainda cobria o sexo de cada uma.
Os maridos continuavam imóveis nas poltronas, copos esquecidos nas mãos, respiração pesada.
No chão, as duas mulheres já não lutavam para vencer.
Lutavam para ver quem se rendia primeiro.
E nenhuma das duas parecia ter pressa de terminar.
O cetim preto e o cetim vermelho continuaram embolados pelo chão do quarto pelo resto da noite.
Fim.

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