A Briga no Vestiário
Capítulo 1: O Conflito no Campo
O sol escaldante do meio-dia batia forte no gramado do Estádio Municipal de Cuiabá, no coração do Mato Grosso. Era um jogo amistoso entre duas equipes femininas locais, mas a rivalidade entre as jogadoras era palpável. Ana, uma atacante de 20 anos, com cabelos castanhos curtos e um corpo atlético moldado por anos de treinos intensos, driblava com agilidade pela ala direita. Do outro lado, Beatriz, uma zagueira de 22 anos, loira com tranças longas e músculos definidos nas pernas, marcava impiedosamente.
Tudo começou com uma falta dura. Ana tentou passar por Beatriz, mas a zagueira esticou a perna e a derrubou com um tranco violento. O árbitro apitou, mas não deu cartão. Ana se levantou furiosa, o rosto vermelho de raiva.
— Sua vaca burra! Você fez de propósito! — gritou Ana, empurrando Beatriz no peito.
Beatriz não recuou. Seus olhos azuis faiscavam de desprezo.
— Burra é você, que acha que pode passar por mim como se eu fosse uma cone! Aprende a jogar, pirralha!
As companheiras de equipe tentaram separar, mas as duas continuaram trocando insultos enquanto o jogo prosseguia.
— Vai se foder, Beatriz! Você é uma covarde que só sabe bater!
— Covarde? Vem pra cima então, Ana! Eu te quebro no meio!
O técnico gritou do banco: "Calem a boca e joguem!" Mas a tensão só aumentava. No intervalo, as duas se encaravam no vestiário, mas com o time todo ali, nada aconteceu. O segundo tempo foi pior: mais faltas, mais xingamentos sussurrados.
— Eu vou te destruir depois do jogo, sua puta! — murmurou Beatriz ao ouvido de Ana durante uma cobrança de lateral.
— Tenta, sua idiota! Você não aguenta nem metade do que eu posso fazer! — rebateu Ana, cuspindo no chão.
O jogo terminou empatado em 1 a 1, mas para Ana e Beatriz, a partida estava longe de acabar.
Capítulo 2: A Escalada no Vestiário
Após o apito final, as jogadoras entraram no vestiário suadas e exaustas. O cheiro de suor e grama cortada preenchia o ar úmido. As meninas riam e comentavam o jogo, trocando roupas e pegando toalhas para o banho. Ana e Beatriz se ignoravam ostensivamente, mas o ar estava carregado.
Uma a uma, as companheiras saíram. O técnico deu uma bronca rápida e foi embora. Por fim, só restaram as duas. Ana estava sentada no banco, tirando as chuteiras, quando Beatriz fechou a porta com um estrondo.
— Achou que ia acabar assim, né? — disse Beatriz, cruzando os braços. Seu uniforme colado ao corpo destacava suas curvas musculosas.
Ana se levantou devagar, os olhos fixos na rival.
— O quê? Vai chorar agora porque eu te humilhei no campo?
— Humilhar? Você é uma fracassada que só sabe reclamar! Eu te dei um tranco e você caiu como uma boneca de pano!
As vozes ecoavam nas paredes de azulejo frio.
— Fracassada é você, que precisa bater pra ganhar! — Ana avançou um passo. — Vamos resolver isso agora!
Beatriz riu com desdém.
— Resolver? Você não tem colhão pra isso, Ana. Mas se quiser, eu te esmago aqui mesmo.
— Colhão? Eu te mostro colhão! — Ana tirou a camisa suada, jogando no chão. — Vamos lutar de verdade, sem uniforme, sem nada. Peladas, pra ver quem é a mulher de verdade!
Beatriz hesitou por um segundo, mas o orgulho falou mais alto.
— Peladas? Tá desafiando? Beleza, sua piranha! Eu te arranco a pele e te faço implorar!
As duas começaram a se despir rapidamente, jogando roupas pelo vestiário. Ana, com seus 1,65m e corpo esguio, ficou nua primeiro, os seios firmes e a pele bronzeada brilhando de suor. Beatriz, mais alta com 1,70m, tirou o short e ficou de pé, exibindo sua forma atlética e tatuagens nas coxas.
— Pronta pra apanhar? — provocou Beatriz.
— Vem, sua vadia! Eu vou te acabar! — respondeu Ana, cerrando os punhos.
Capítulo 3: O Início da Luta
Elas se aproximaram devagar, circulando como predadoras. O vestiário era pequeno, com bancos de madeira, armários de metal e chuveiros ao fundo. O chão escorregadio de água velha tornava cada passo arriscado.
Beatriz atacou primeiro, lançando um soco rápido no rosto de Ana. Ana desviou por pouco, sentindo o vento do golpe.
— Quase, hein? Mas você é lenta como uma tartaruga! — zombou Ana, revidando com um chute na coxa de Beatriz.
O impacto fez Beatriz grunhir de dor.
— Filha da puta! Isso vai te custar caro!
Beatriz agarrou Ana pelos cabelos e a puxou para baixo, batendo o joelho na barriga dela. Ana ofegou, o ar saindo dos pulmões.
— Ai! Sua covarde! — Ana contra-atacou, cravando as unhas nas costas de Beatriz, arranhando fundo.
Beatriz gritou e soltou os cabelos, mas não recuou. Elas se embolaram no chão, rolando nuas sobre o piso frio.
— Eu vou te matar, Ana! Você vai se arrepender de ter nascido! — rosnou Beatriz, montando em cima de Ana e dando socos nos ombros.
Ana se debateu, virando o corpo e invertendo a posição.
— Sonha, sua idiota! Eu sou mais forte! — Ela apertou o pescoço de Beatriz com uma mão, enquanto a outra socava o estômago.
Beatriz tossiu, mas usou as pernas para empurrar Ana para longe.
— Sai de cima de mim, sua porcaria! — Elas se levantaram ofegantes, sangue escorrendo de arranhões.
Capítulo 4: Troca de Golpes Intensos
A luta ganhou ritmo. Ana investiu com um tapa no rosto de Beatriz, deixando uma marca vermelha.
— Toma isso, sua falsa! Você acha que é durona?
Beatriz revidou com um soco no queixo de Ana, fazendo-a cambalear.
— Durona sou eu! Você é só uma menininha chorona!
Elas se agarraram novamente, peitos colidindo, suor misturando. Beatriz mordeu o ombro de Ana.
— Ahhh! Sua animal! — Ana gritou, socando as costelas de Beatriz repetidamente. — Eu vou quebrar suas costelas!
Beatriz soltou e chutou a canela de Ana.
— Quebra se puder! Eu te destruo primeiro!
Rolando para os armários, Ana bateu as costas em um metal frio, mas usou o impulso para pular em Beatriz, derrubando-a no banco. Elas caíram juntas, o banco rangendo.
— Fica quieta aí embaixo! — Ana montou novamente, dando tapas alternados no rosto.
— Nunca! Eu te odeio! — Beatriz ergueu os quadris e virou, invertendo. Seus punhos voavam: um no olho de Ana, outro na boca.
Ana cuspiu sangue.
— Você vai pagar por isso! — Ela cravou as unhas nos seios de Beatriz, torcendo.
Beatriz uivou de dor.
— Para, sua louca! Eu vou te estripar!
Capítulo 5: Diálogos de Ódio
Enquanto lutavam, as palavras voavam como veneno.
— Por que você sempre me provoca, Beatriz? Você é invejosa porque eu sou melhor! — disse Ana, bloqueando um soco.
— Melhor? Você é uma fraude! Eu te vi treinando, você é preguiçosa! — rebateu Beatriz, dando um chute na barriga.
Ana dobrou, mas revidou com um joelho na virilha.
— Preguiçosa? Eu corro mais que você! Toma isso!
Beatriz gemeu, mas agarrou Ana pela cintura e a jogou contra a parede.
— Você corre porque foge! Mas agora não tem pra onde ir! Eu vou te acabar aqui!
— Tenta, sua puta! Eu aguento mais que você! — Ana contra-atacou, socando o nariz de Beatriz, que sangrou.
— Meu nariz! Sua vadia, eu vou te deformar! — Beatriz investiu, as duas caindo nos chuveiros, água fria jorrando acidentalmente.
Molhadas e escorregadias, a luta ficou mais caótica.
Capítulo 6: A Intensificação
O chão agora era um lago de água e sangue. Beatriz pegou uma toalha do chão e tentou enrolar no pescoço de Ana.
— Vou te enforcar, sua idiota!
Ana lutou, rasgando a toalha.
— Nem sonha! — Ela chutou o joelho de Beatriz, fazendo-a cair.
Montando, Ana deu uma série de socos: um, dois, três no rosto.
— Desiste! Eu sou superior!
Beatriz cuspiu na cara de Ana.
— Superior? Você é lixo! — Ela inverteu com uma ponte, socando as costas de Ana.
As duas rolaram, batendo em tudo. Ana arranhou as pernas de Beatriz.
— Eu vou te deixar marcada pra sempre!
Beatriz mordeu a mão de Ana.
— E eu vou te morder até o osso!
Capítulo 7: O Cansaço e a Persistência
Minutos viraram horas, ou pelo menos pareciam. Ambas estavam exaustas, corpos cobertos de hematomas, arranhões e mordidas. Mas nenhuma desistia.
— Por que não para, Beatriz? Você sabe que não vence! — ofegou Ana, dando um tapa fraco.
— Porque eu te odeio mais que tudo! Eu vou te destruir! — respondeu Beatriz, revidando com um soco no braço.
Elas se levantaram devagar, circulando novamente.
— Vem, sua covarde! Acaba logo! — provocou Ana.
— Covarde é você! Eu aguento o dia todo! — Beatriz atacou, mas errou, caindo de joelhos.
Ana a chutou no lado.
— Toma!
Beatriz agarrou a perna e puxou, derrubando Ana.
— Agora você cai!
Elas se embolaram no chão, trocando golpes lentos, mas ainda cheios de ódio.
— Eu... vou... te matar... — murmurou Beatriz.
— Tenta... eu te mato primeiro... — rebateu Ana.
Capítulo 8: O Empate Inevitável
Finalmente, após incontáveis trocas, as duas jaziam no chão, lado a lado, ofegantes e imóveis. Nenhuma conseguia se levantar. Os corpos nus tremiam de exaustão, mas os olhos ainda se encaravam com fúria.
— Desiste... sua vadia... — sussurrou Ana.
— Nunca... você primeiro... — respondeu Beatriz.
Mas nenhuma se movia. O vestiário estava destruído: roupas espalhadas, bancos virados, sangue no chão. Elas sabiam que era um empate. Nenhuma venceu, mas também nenhuma perdeu.
— Isso não acaba aqui... — disse Ana, fechando os olhos.
— Não mesmo... próxima vez, eu te acabo de vez... — murmurou Beatriz.
Elas ficaram ali, nuas e quebradas, até que o som de vozes distantes as fez se mexer. O ódio persistia, mas por agora, era empate. O vestiário guardaria o segredo daquela luta selvagem.
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