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domingo, 2 de agosto de 2026

Conto: A Disputa no Chalé!:)

A Disputa no Chalé

O aplicativo “Velado Desejo” era conhecido por organizar encontros discretos e resolver conflitos de forma… particular. Quando Laura e Sofia descobriram que ambas eram casadas e compartilhavam o mesmo amante — Marcos —, o app mediou o encontro. Regras claras: local isolado, sem testemunhas, sem câmeras externas. A vencedora teria exclusividade por um ano. A perdedora se afastaria.



Elas se encontraram no chalé escondido nas montanhas, cercado por pinheiros densos. Apenas as duas. O ar cheirava a madeira e terra úmida. O salão principal tinha tapetes macios, pouca mobília e luz natural que entrava pelas janelas altas.

Laura era loira, pele clara, olhos verdes afiados. Vestia um vestido azul-claro de tecido leve que terminava logo abaixo dos joelhos. Estava descalça, os pés pequenos pressionando o tapete. Sofia, morena de cabelos ondulados até os ombros, pele morena-dourada, usava um vestido vinho que também batia nos joelhos. Seus pés descalços eram um pouco maiores, unhas pintadas de vermelho escuro.

Nenhuma palavra desnecessária. O app já havia explicado as regras: luta corporal, sem socos no rosto, sem objetos. Apenas força, técnica e resistência. Quem conseguisse fazer a outra bater três vezes no chão ou se render, venceria.

— Ele não merece nenhuma de nós — disse Sofia, esticando os braços e alongando o pescoço.

— Mas só uma vai ficar com ele — respondeu Laura, com um sorriso frio.

Elas se posicionaram no centro do salão. O silêncio era absoluto, quebrado apenas pela respiração das duas.

Sofia atacou primeiro. Avançou com rapidez e agarrou a cintura de Laura, tentando derrubá-la. A loira girou o corpo, usando o impulso da morena contra ela, e as duas caíram emboladas no tapete. O tecido dos vestidos subiu um pouco nas coxas enquanto lutavam, mas nenhuma se importou. Pés descalços deslizavam no chão, buscando apoio.

Laura conseguiu ficar por cima, pressionando os ombros de Sofia contra o tapete.

— Um! — contou em voz alta.

Sofia arqueou o corpo com força, jogando Laura para o lado. As duas rolaram, pernas entrelaçadas, mãos agarrando braços e ombros. O vestido vinho de Sofia se enrolou em suas pernas, dificultando o movimento. Laura tentou usar isso a seu favor, prendendo o joelho sobre o tecido, mas a morena era mais forte na parte superior do corpo. Com um giro rápido, Sofia inverteu a posição e bateu as costas de Laura no chão.

— Um! — devolveu Sofia, ofegante.

Elas se separaram por um segundo, ambas de joelhos, cabelos bagunçados, rostos corados. A loira atacou agora, jogando-se contra a morena. Caíram de lado. Braços e pernas se entrelaçavam num emaranhado de tecido leve e pele quente. Os pés descalços de Laura pressionavam o tapete, tentando ganhar tração, enquanto os de Sofia se fincavam para empurrar o corpo da rival.

O embate era feroz, mas controlado. Gemidos de esforço, respirações pesadas, o som abafado de corpos caindo no tapete. Nenhuma das duas falava mais. Apenas lutavam.

Sofia conseguiu prender Laura numa chave de pernas, o vestido azul subindo até o meio das coxas. A loira resistiu, o rosto vermelho, e conseguiu bater com a palma da mão duas vezes no chão antes de escapar com um movimento desesperado.

— Dois pra mim — rosnou Sofia.

Laura, irritada, usou a velocidade. Levantou-se rápido e derrubou Sofia com um impulso do ombro. A morena caiu de costas com um baque surdo.

— Um!

Elas continuaram. O suor fazia o tecido dos vestidos grudar na pele. Os pés descalços deixavam marcas úmidas no tapete. Cabelos loiros e morenos misturados quando se engalfinhavam no chão.

Depois de quase vinte minutos de luta intensa, Sofia conseguiu prender Laura contra o chão, imobilizando seus braços acima da cabeça. A loira tentou se soltar, mas estava exausta.

— Três! — exclamou Sofia, a voz rouca de vitória.

Laura fechou os olhos, respirando fundo. Aceitou a derrota.

Sofia se levantou devagar, o vestido vinho amassado e sujo em alguns pontos, pés descalços vermelhos do esforço. Estendeu a mão para ajudar a loira a se levantar.

— Foi justo — murmurou Laura, aceitando a mão.

As duas ficaram de pé, frente a frente, ofegantes. O chalé parecia menor agora.

— Ele é seu por um ano — disse Laura. — Depois… veremos.

Sofia apenas assentiu, um leve sorriso de cansaço nos lábios.

Lá fora, o vento balançava os pinheiros. Dentro, o aplicativo já registrava o resultado: vencedora, Sofia. O acordo estava selado.

As duas esposas saíram do chalé em silêncio, cada uma carregando sua própria versão da derrota e da vitória. O amante delas nunca saberia exatamente como a disputa fora decidida. E talvez fosse melhor assim. 

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