Conto: Denise Rocha x Andressa Urach (conto ficticio, feito por IA) - Atendendo a pedidos!:)
O sol ainda era forte quando Denise Rocha e Andressa Urach se encontraram no meio do curral. O vento já carregava um cheiro diferente, de terra molhada que ainda não tinha chegado, mas nenhuma das duas prestou atenção. O portão de madeira rangeu atrás delas. Ninguém mais estava por perto. Só o silêncio, o feno e o olhar desafiador de cada uma.
Andressa cruzou os braços, o queixo erguido:
— Então é agora, Denise? Sem plateia, sem câmera, só nós duas de verdade?
Denise tirou o chapéu, jogou no chão e deu um sorriso torto:
— Pode vir, Urach. Eu tô pronta pra essa lutinha de fantasia que o povo tanto pedia. Vamos ver quem manda nesse curral.
Elas se aproximaram devagar. O primeiro empurrão veio de Andressa: seco, firme, tentando desequilibrar. Denise desviou com agilidade, agarrou o braço da rival e as duas rodopiaram no centro do curral. Botas batendo na terra seca, cabelo voando. Andressa tentou uma rasteira. Denise caiu de joelhos, mas rolou rápido e puxou a outra junto. Elas acabaram no chão, uma por cima da outra, respirando pesado.
— Você é teimosa demais! — gritou Andressa, tentando imobilizar os braços de Denise.
— E você é rápida demais pra quem anda de salto! — respondeu Denise, girando o corpo e invertendo a posição num movimento quase coreografado.
Foi nesse momento que o céu mudou. Uma nuvem escura cobriu o sol de uma vez. O vento ficou mais frio. As primeiras gotas caíram pesadas, grandes, batendo no chão seco e levantando poeira. Nenhuma das duas parou. A chuva começou a cair mais forte, encharcando o cabelo, a roupa, o chão do curral.
Denise tentou um “suplex de fazendeira”, puxando Andressa pelo braço. Andressa respondeu com um “mata-leão de miss”, segurando o pescoço da rival com o braço. As duas rolavam agora na lama que se formava rápido. A terra virava barro, o feno grudava no corpo, a água escorria pelo rosto. O som dos empurrões misturava com o barulho da chuva batendo no telhado do estábulo ao lado.
— Isso não é justo! — gritou Andressa, rindo e resmungando ao mesmo tempo, enquanto tentava se levantar. A água escorria pelos cabelos colados no rosto. — O chão tá escorregando!
Denise aproveitou o escorregão e empurrou de novo. As duas caíram juntas, resvalando na lama. Andressa conseguiu se virar por cima, mas Denise rolou para o lado e as duas ficaram de joelhos, uma de frente para a outra, ofegantes, encharcadas, sujas de barro até o pescoço.
A chuva aumentou. Agora era um temporal de verdade. Raios distantes iluminavam o curral por frações de segundo. O vento batia forte. Elas continuavam. Andressa tentou um golpe de cintura, Denise respondeu com um giro e um empurrão no peito. As duas escorregavam, caíam, levantavam, riam e xingavam baixinho. Não era mais só força: era equilíbrio, teimosia e um pouco de pura teimosia infantil.
— Eu não vou desistir! — gritou Denise, a voz quase engolida pelo barulho da chuva.
— Nem eu! — respondeu Andressa, avançando de novo.
Elas se agarraram mais uma vez, girando no meio da lama. O corpo de uma escorregava no da outra. Os braços se entrelaçavam. Em determinado momento as duas caíram de lado, ainda segurando uma à outra, e ficaram ali, respirando pesado, a chuva caindo sem parar sobre os rostos.
O temporal não deu trégua. A água formava poças, o barro grudava nas botas, a roupa pesava. Elas ainda tentaram mais alguns movimentos — um empurrão, uma rasteira, um engate de braço — mas a lama venceu. Os pés não aguentavam mais. Os braços tremiam de cansaço e frio.
Finalmente, ofegantes, encharcadas até a alma, as duas pararam. Denise soltou o braço de Andressa. Andressa soltou o de Denise. Elas ficaram ajoeladas uma de frente para a outra, a chuva ainda caindo forte, o cabelo colado no rosto, a lama escorrendo pelos braços.
Andressa estendeu a mão, a voz rouca de tanto gritar por cima do temporal:
— Empate técnico?
Denise olhou para a mão suja de barro, depois para o rosto da rival, e puxou Andressa para cima com força. As duas se levantaram cambaleando, ainda segurando uma na outra para não escorregar de novo.
— Empate técnico — disse Denise, quase rindo. — Mas na próxima eu quero o título de Rainha do Curral. E de preferência sem chuva.
Andressa soltou uma risada molhada:
— Combinado. Mas eu aviso: da próxima vez eu venho de botina.
Elas se afastaram devagar, cada uma limpando o rosto com as costas da mão, ainda rindo baixinho. A chuva continuava caindo forte enquanto elas caminhavam até o portão. O temporal só começou a afrouxar quando as duas já estavam do lado de fora do curral, encharcadas, sujas, cansadas e, de alguma forma, mais leves.
No dia seguinte ninguém falou nada. Mas, se alguém perguntasse, as duas juravam que aquilo tinha sido só… uma lutinha de fantasia sob a chuva.
Fim???
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